Praticando SOA com métodos ágeis: Estória ou História?


Depois de ler o post do Carlos Filho sobre o quadro Kanban para governança SOA que usamos na Infoglobo, lembrei de uma dúvida que sempre pairou sobre mim nos plannings e daily meetings: O correto é usar o termo “estória” ou “história”?

Em algum momento da minha vida lembro de alguém ter me falado ou eu ter lido em algum lugar que o termo “estória” não existia mais e que o termo “história” teria acumulado seu significado. Ao pesquisar no pai dos burros da era do conhecimento (leia-se Google), nunca achei uma fonte confiável que fornecesse uma resposta satisfatória.

Diante da dúvida, na última semana tive a idéia de perguntar ao jornalista e editor de opinião do Jornal O Globo, Aluizio Maranhão, que também é coordenador da revisão gramatical, sintática, semântica e tudo mais que você possa imaginar da Lingua Portuguesa no O Globo.

Meu diálogo com ele foi o seguinte:

– Gostaria de saber se “Estória” foi eliminada do Português ou não? Tempos atrás lembro de ter lido em algum lugar que “História” acumularia o significado de “Estória”. É verdade?


– É. “estória” caiu em desuso… Agora é tudo “história” ou “História”…


– Mas “caiu em desuso” não significa que tenha sido abolido como se fosse parte de uma “reforma gramatical”. Eu posso usar mas não vai estar mais “na moda”. Seria isso?


– Quando você vai no Aurélio é dito que é o mesmo que “história”. Melhor não usar.

Ou seja, ao praticar métodos ágeis e até mesmo no dia a dia, use sempre o termo história (ou História).

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Governança SOA e Kanban


Não é novidade para ninguém que ao seguir uma estratégia de construção de uma Arquitetura Orientada à Serviços em qualquer empresa é necessário endereçar o tema governança soa. Isto acontece devido ao seguinte fato: Não existe mágica!

Toda empresa tem como objetivo aumentar sua margem de lucro e uma das formas de alcançar este objetivo é maximizando o retorno em cima dos investimentos feitos ao comprar ou construir um ativo. E SOA justamente vem para nos ajudar nesta tarefa, com a orientação a serviço começamos a construir diversos serviços atomicos, granulares que ficam disponíveis em um repositório corporativo e que podem atender diversos propósitos diferentes de negócio, por meio da composição do mesmos e outros ativos da empresa. E é neste ponto que as pessoas se iludem e esperam por um truque de mágica, o que acontece é que cada vez mais são feitas ligações entre serviços, dados, aplicações e outros ativos, o que pode sugerir complexidade. Mas isso é bom, pois estamos maximizando o retorno em cima do investimento feito, lembram?

Bom, mas para não criarmos complexidade em demasia, causar confusões e aumentar o custo com operação, precisamos manter este repositório de ativos bem organizado, disponível para toda empresa, e uma parte crucial, que é o foco deste post, os ativos devem estar aderentes aos processos e requisitos de negócio, diretrizes técnicas, de qualidade, segurança, devem ter documentações relativas a implantação, manutenção e uso. E para atender a todos estes pontos é necessário um processo bem definido, com artefatos obrigatórios, papéis, e etapas que endereçem todos os pontos mencionados anteriormente.

O caminho comum de toda a empresa é procurar um software que suporte este processo. Mas existe uma solução alternativa, que está muito aderente ao cenário atual em que várias empresas se encontram, que é o de ter um pensamento Lean e fazer uso de metodos agéis. Esta alternativa é bem mais barata e que dependendo da disciplina do time pode ser bem mais eficaz que um software. Estou falando do Kanban. Para quem não conhece, Kanban segundo Wikipedia

E seguindo na mesma linha em que os sábios do google pregam a muito tempo de experimentar, errar rápido, e baseado nos dados concretos oriundos da experiência evoluir a solução e acertar, criamos em minha empresa uma primeira versão de um quadro Kanban. Ele contempla todo o ciclo de vida de um serviço, desde a análise de uma demanda/projeto e identificação de um serviço até o seu deploy. Cada fase do ciclo de vida vira uma etapa do processo, e consequentemente uma coluna no quadro. Adicionamos também etapas/colunas que são passos de aprovação, QA e acompanhamento pós deploy. Uma ação que está agregando valor,  foi definição de “critérios de pronto” para cada etapa, ou seja, um serviço só sai da fase de modelagem e vai para fase de construção se alguns artefatos forem entregues como por exemplo os cenários de teste e o contrato do serviço.

Um benefício interessante de utilizar o quadro é que temos um “modelo mental coletivo e colaborativo” que fica mais fácil de todos do time seguirem, guardarem e contruibuirem para a evolução do mesmo.Ele ainda  nos ajuda a focar no que é necessário e agrega mais valor para o negócio (Lean) e ainda no momento que é necessário, seguindo a filosofia do just in time.

Se tiverem experiências parecidas com Governança SOA e Kanban ou outras filosofias e metódos ageis, por favor compartilhem!

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